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Vai um reforço positivo, chefia?

Boteco Behaviorista é uma espécie de café filosófico virtual de behavioristas radicais brasileiros, só que mais caótico divertido.

Acontece a cada 15 dias, aos domingos, às 21h no horário de Brasília.

O Boteco reúne interessados em discutir Análise do Comportamento e Psicologia em diversas instâncias. Aliás, nem só behavioristas frequentam este Boteco: filósofos, biológos e até um psicanalista já passaram por lá para dar a sua opinião sobre os assuntos tratados, enriquecendo as discussões.

O Boteco é encabeçado por Cesar A. A. Rocha e Felipe Epaminondas. Segundo o Felipe, o surgimento do Boteco se deu da seguinte maneira:

“Há muito tempo tenho me preocupado com meios de divulgar a psicologia e da AC. Acredito que estas duas áreas são muito pouco conhecidas pelo público leigo e esse é um dos motivos que fazem os psicólogos serem vistos com um ar de dúvida e mistério.

A minha primeira ideia foi fazer um podcast no modelo do “Astronomy Cast” mas como isso já existia na AC (BehaviorCast) eu deixei de lado. Quando a ferramenta do Hangout apareceu, o pessoal do Astronomy Cast começou o “Weekly Space Hangout“, um encontro semanal para discutir astronomia. Foi aí que pensei que poderíamos ter algo semelhante. O evento, também promovido por eles, durante o pouso da Curiosity foi o momento em que eu deixei de ficar imaginando “como seria” e montei a proposta para enviar pro César e pro resto do pessoal.”

Mas que tecnologia é esta?

Para que seja possivel essa espécie de grupo de estudos virtual é usada uma tecnologia disponibilizada pelo Google, chamada de Hangout. O Hangout é uma ferramenta que se tornou disponível junto com a nova rede social do Google, o Google Plus, que entrou no ar em meados de 2011. Contudo, só em maio deste ano o Hangout on Air, que é a ferramenta que permite que os bate-papos do hangout sejam transmitidos ao vivo pelo youtube, ficaram disponíveis no Brasil. Isso significa que Felipe e Cesar também foram pioneiros no uso de uma ferramenta recém inaugurada e ainda pouco divulgada no país.

O primeiro Boteco aconteceu no dia 12 de agosto de 2012, às vésperas do principal congresso da área, com o tema “Expectativas para o XXI Encontro da ABPMC”. O segundo foi para discutir o que havia acontecido na ABPMC, e no terceiro a discussão girou em torno do dia do Psicólogo. Eles foram uma espécie de aquecimento para o que viria na sequência, e a partir do quarto Boteco as discussões passaram a acontecer em torno de questões mais específicas da abordagem.

Os criadores do Boteco: mais do que rostinhos bonitos.

Os Botecos costumam contar com convidados especialistas em cada tema a ser debatido, além dos amigos botequeiros de sempre. Um destaque especial deve ser dado às chamadas dos Botecos que costumam sair uma semana antes de cada transmissão com o tema, nome dos participantes, dicas de leitura, e, sobretudo, muito bom-humor. As chamadas em si viraram uma atração à parte.

As transmissões tem ocupado um espaço relevante no contexto da Análise do Comportamento, aprofundando de forma interativa temas clássicos e também temas pouco debatidos na abordagem – ou seja: a ideia inicial do Felipe vingou  rapidamente.

Um papel importante que o Boteco desempenha é o de funcionar como uma contingência que mantem a comunidade verbal de analistas do comportamento conversando. Independente de onde estiver,  se o analista do comportamento – ou aspirante a – possuir acesso a internet ele encontrará uma oportunidade de aprender mais sobre a abordagem ou, simplesmente, se manter falando o behaviorês. Além disso, a linguagem simples e a preocupação com a diversidade temática tornam o programa um bom chamarisco para estudantes de Psicologia e outras áreas encontrarem no Behaviorismo Radical uma boa teoria para embasar as suas diversas práticas.

Apesar do ar de improviso à la mesa de bar, o grupo tem o caos por princípio é organizado em torno de temas definidos com um pequeno roteiro de assuntos a serem tratados a cada encontro, um manual de uso com dicas e regras de como usar o Hangout e um grupo de discussão que os botequeiros usam para se aquecer no tema e trocar referências. Os minutos anteriores ao inicio da transmissão são momentos preciosos para os ajustes técnicos e entrosamento da equipe. Costuma rolar um bate-papo rápido depois, para rir dos inevitáveis problemas técnicos e pontuar o que foi dito.

Como em qualquer bom boteco, os botequeiros estão sempre bebericando algo. As bebidas mais pedidas são água, chá e – claro – cerveja.

Já participaram do Boteco Behaviorista:

– Felipe Epaminondas – Psicológico
– Cesar A. A. Rocha – Colaborador do Comporte-se
– Marcela Ortolan – Metamorfose Pensante, Livros & Afins e Pontuando
– Aline Couto – Behaviorist Lady
– Esequias Neto – Presidente do Comporte-se
– Marcelo Souza – Colaborador do Comporte-se
– Nicolas Rossger
– Natalie Brito – Colaboradora do Comporte-se
– Alessandro Vieira – Olhar Comportamental
– Elaine Nogueira – Colaboradora do Comporte-se
– Jan Luiz Leonardi – Site pessoal Jan Luiz Leonardi
– Jean Diogo
– Marco Varella – Marco Evolutivo
– Kadu Tavares
– Tauane Gehm – Sobre Desenvolvimento
– Ana Arantes – O Divã de Einstein
– Saulo Velasco
– Henrique Pompermaier
– Gabriela dos Santos
– Victor Hugo de Souza
– Oswaldo Rodrigues – Psicologia e Sexualidade
– Giovana Munhoz da Rocha
– Diego Zilio

O caos em andamento.

As transmissões podem ser vistas ao vivo ou é possível assistir as gravações depois. O programa é interativo e podem ser feitas perguntas ao vivo fazendo uso dos comentários do Youtube ou da página do evento que é criada a cada programa. As perguntas que não são respondidas ao vivo costumam respondidas depois pelos participantes nas próprias páginas.

Na semana seguinte a que vai ao ar o Boteco fica disponível o download do programa no formato mp3 e mp4 para ver e ouvir em qualquer lugar.

Temas e links para todos os 9 primeiros Botecos Behavioristas:

– Boteco Behaviorista #1: Expectativas para o XXI Encontro da ABPMC
– Boteco Behaviorista #2: Encontro pós-ABPMC
– Boteco Behaviorista #3: Especial Dia do Psicólogo
– Boteco Behaviorista #4: Biologia, Evolução e Comportamento
– Boteco Behaviorista #5: O que faz mal é o papelzinho? Drogas e comportamento
– Boteco Behaviorista #6: Na cama com Skinner
– Boteco Behaviorista #7: Que diabos é equivalência de estímulos?
– Boteco Behaviorista #8: Psycho killer, qu’est-ce que c’est?
– Boteco Behaviorista #9: Eventos Privados: Behavioristas têm sentimentos?

Gostou? Então curta os videos e a página do Boteco no Facebook para acompanhar as novidades, afinal, o melhor ainda está por vir.

Ps.: O texto contou com a censura colaboração de Cesar A. A. Rocha e Felipe Epaminondas.

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Começo respondendo a pergunta: pombos podem ser treinados a discriminar palavras e se comportarem de acordo com elas se seu comportamento for modelado para tanto.

De certa forma ler é isso. Também nós, humanos, ao nos depararmos com uma palavra nos comportamos em relação a ela da forma como fomos ensinados a nos comportar. Talvez você esteja se conçando para perguntar se há diferenças. A reposta é: há diferenças, sim.

Os princípios do comportamento são os mesmos para pombos e humanos, a diferença está primeiro na biologia: nosso organismo está muito mais preparado para o comportamento verbal do que o organismo do pombo. Isso acontece por um motivo: foram os homens que inventaram a linguagem com que se comunicam. Se fossem os pombos que tivessem “inventado” a linguagem  ela seria bem adaptada ao seu organismo.

Outro motivo: somos treinados para discriminar palavras desde que nascemos. Palavras faladas, escritas, desenhadas…. Temos um treino com palavras muito grande. E isso explica, em parte, porque o comportamento humano de leitura é diferente do comportamento de um pombo treinado a discriminar duas palavras.

Poderia ficar mais um bom tempo fazendo digressões sobre o tema, falar sobre equivalência de estímulos, por exemplo entre outras coisas. Contudo o objetivo deste post não é esse, mas sim apresentar um video de mesmo nome que achei no youtube.

O video “Pombos podem ler?” ou do original “B. F. Skinner on reinforcement” começa justamente mostrado um pombo se comportando de acordo com duas palavras que aparecem em um em um painel na sua frente: peck (bicar) e turn (virar). E a partir disso B. F. Skinner vai explicando como os estudos feitos com pombos podem ajudar a explicar o comportamento humano. Falará sobre esquemas de reforçamento, livre-arbítrio e sobre as causas do comportamento.

E termina com o Skinner falando a seguinte frase:

Agora se você olhar para a história, verá que haviam razões externas para tudo o que aconteceu. Em outras palavras, ao descobrir as causas do comportamento, nós podemos dispensar a causa interna imaginada disto, nós dispensamos o livre-arbítrio como uma divindade americana como D. Edwards o fez no século 18. Ele disse: “Nós acreditamos em livre arbítrio porque nós conhecemos o comportamento, mas não suas causas.” E é claro que o objeto da ciência do comportamento descobrir as causas e uma vez descobertas estas causas há menos necessidade de atribuir o comportamento a um ato de vontade interna e eventualmente, eu acredito que não atribuiremos nada a isso.”

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Aproximadamente 80 anos atrás, Skinner construiu um aparelho que permitiu estudar o comportamento em sua menor unidade. Esse aparelho ficou conhecido como Skinner Box. Dos estudos que realizou fazendo uso desta caixa ele postulou princípios sobre o comportamento a partir dos quais construiu uma teoria explicativa do comportamento humano e animal conhecida como Behaviorismo Radical.

Na caixa, Skinner e outros estudiosos da teoria que se seguiram, colocaram ratos e pombos para ver como eles se comportavam em certas condições. Os resultados eram fantásticos: após serem treinados para bicar uma plaqueta e estas bicadas serem contingenciadas com bolotas de comida, alguns pombos chegavam a bicar 5 mil vezes ao final do que recebiam a sua pequena bolota.

Ainda hoje, muitos duvidam que uma teoria que tenha sido construída a partir da observação do comportamento animal em situação de laboratório possa explicar o comportamento humano complexo. Crítica esta que os Behavioristas Radicais vem rebatendo ao longo das últimas décadas lidando com comportamentos cada vez mais complexos sem que tenha sido necessário modificar os princípios básicos da teoria.

Mas um publicitário resolveu, talvez sem saber, fazer uma Skinner Box gigante para humanos. Será que quando colocados para em uma situação similar a de laboratório humanos se comportariam de forma similar, seguindo os mesmos princípios?

Confira o resultado:

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